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"Sinto muito". Essa foi uma das frases que mais ouvi na vida!
E se você me perguntar onde essa frase cabe melhor, sem dúvida é na oração Ho’oponopono
“Sinto muito / Me perdoe / Eu te amo / Sou grato…”
Aliás, se tem oração que vai direto no nosso modo de sentir as vibrações mais profundas da vida, eu diria que é essa. Quando me deleito com esse sentimento de perdão e gratidão que ela propõe, fico extasiado e parece que tudo se acalma dentro de mim. Experimente esta oração e comente neste artigo. Vou sentir gratidão se você fizer isso…
Mas o que será que é sentir muito? Lembrei do belo poema do Milton Aguiar e sua imagem quando recitava esse versos por alguma esquina da vida onde nos encontramos; vejam que pérola!
“no tempo que as palavras existiam
as pessoas sentiam muito mais
eu não tenho nada com isso
eu sinto muito…”
Sentir ou não sentir, eis a questão!
O sentimento antes de qualquer coisa é a raiz que tá por trás de diversos equívocos. Quando sentimos algo forte, nosso olhar traduz, nosso andar muda, nosso modo de tocar se altera. Não?
E o que você diria então do ato de pensar? Isso, a construção de um “discurso interno”, pode fazer água em toda sua forma de sentir o mundo. Nossa mente nasceu para o caos, ordenar a vida para o que é tangível, no dia a dia é mais simples, no entanto, sentir é algo que vai além e por isso é bom não tocar no time que tá ganhando…
Ah, claro, é bom que se direcione as escolhas para que se produza sentimentos bons.
Mas o que é, de fato, BOM?
Nem penso muito nisso, vou logo me deixando guiar por um fluxo vivo que está profundamente ligado às minhas escolhas e, se eu escolho ser mais, viver melhor então priorizo sentimentos que vão alimentar algo muito belo dentro de mim e isso é o que importa!
Apreciar as artes são uma ótima forma de cultivar ótimos sentimentos. Uma boa música é capaz de elevar o espírito e nos fazer sentir algo intangível. Nossa fisiologia muda, o coração parece bater mais compassado. A pele brilha, os olhos acendem e você se conecta.
Uma vida plena exige muito pouco de nós, é como desviar do caminho de algum perigo que parece vir em sua direção. Você nunca tem certeza se ele é ou não é. A intuição, a dorzinha leve na barriga te faz sentir que talvez você tenha razão e, então, desviar para outro lado é como olhar para um céu de estrelas. Na dúvida, permanece a sensação de que a vida é uma escolha que vem de dentro da gente e, não necessariamente do cérebro. O corpo sempre avisa!
O corpo quase sempre, na maioria das vezes tem razão!
Tomada de decisões são sempre permeadas de prenúncios. Se você se conecta, percebe o quanto pode mudar seu destino, mesmo passando por dificuldades. Essa conexão não tem nenhuma fórmula fixa mas pode ser moldada através do seu bem estar. Da forma como você se coloca em diversas situações da vida. Descobrir momentos leves, inventar situações prazerosas pode te dar qualidade de vida e te jogar no mundo com mais certezas do que dúvidas, mais coragem do que medos. PENSE NISSO… (Jidduks)